O Reserva de Emergência usa regras simples e determinísticas para sugerir a sua meta. Esta página documenta exatamente quais são — inclusive onde o método tem limites — para que você possa julgar o número em vez de apenas aceitá-lo.
O que perguntamos
Quatro informações, e nada além disso:
- Renda mensal — tudo o que entra por mês, de forma recorrente.
- Gastos mensais — quanto custa manter sua vida funcionando.
- Idade
- Objetivo — estabilidade, viagem ou outro.
Não pedimos dados bancários, não conectamos com nenhuma instituição e não verificamos nenhuma dessas informações. O cálculo é feito inteiramente a partir do que você informa.
Regra 1 — Quantos meses de gastos
O número de meses sai de três condições, avaliadas nesta ordem:
- Se você tem menos de 30 anos e o objetivo não é estabilidade → 3 meses
- Se o objetivo é estabilidade → 6 meses, em qualquer idade
- Em todos os outros casos → 4 meses
O raciocínio é que quem escolhe "estabilidade" como objetivo está sinalizando aversão a risco e prioridade em segurança, então recebe a ponta alta da faixa clássica de 3 a 6 meses. Quem é mais jovem e busca outra coisa tende a ter mais flexibilidade — menos dependentes, mais mobilidade, recolocação em geral mais rápida — e recebe a ponta baixa.
Regra 2 — O valor da meta
meta = gastos mensais × meses
A conta é sobre gastos, nunca sobre renda. É a diferença mais importante do método: usar a renda infla a meta sem aumentar a proteção.
Regra 3 — A sugestão de aporte mensal
Primeiro calculamos quanto sobra:
sobra = renda − gastos
E a sugestão é:
sugestão = maior valor entre (renda × 10%) e o menor valor entre (sobra × 50%) e (renda × 30%)
Em palavras, são três ideias empilhadas:
- Metade da sobra. O ponto de partida. Guardar a sobra inteira raramente se sustenta, porque não deixa margem para o mês em que algo sai do roteiro.
- Teto de 30% da renda. Impede um aporte tão agressivo que você acabe recorrendo ao cartão para fechar o mês — o que anularia o esforço.
- Piso de 10% da renda. Garante que a reserva avance mesmo quando a sobra declarada é muito pequena.
Um exemplo completo
Uma pessoa de 28 anos, renda de R$ 5.000, gastos de R$ 3.000, objetivo "viagem":
- Menos de 30 anos e objetivo diferente de estabilidade → 3 meses
- Meta: R$ 3.000 × 3 = R$ 9.000
- Sobra: R$ 5.000 − R$ 3.000 = R$ 2.000
- Metade da sobra: R$ 1.000. Teto: R$ 1.500. Piso: R$ 500.
- Sugestão: R$ 1.000 por mês
- Tempo estimado até a meta: 9 meses
Onde o método tem limites
Nenhuma regra automática substitui o seu julgamento. Estas são as limitações que conhecemos e achamos que você deve saber:
- Não perguntamos o seu tipo de vínculo. É a maior limitação do método. Autônomos, MEI e PJ costumam precisar de 6 a 12 meses de gastos, e o cálculo atual não distingue esse perfil de quem é CLT ou servidor. Se a sua renda é variável, trate o resultado como um piso e considere uma meta maior.
- Não perguntamos sobre dependentes. Quem sustenta outras pessoas ou é a única renda da casa precisa de mais folga do que o cálculo sugere.
- A idade é um substituto imperfeito de estabilidade. Usamos 30 anos como corte por ser uma referência comum, mas alguém de 25 anos com filho e financiamento tem um perfil de risco bem diferente do que o número sugere.
- O piso pode passar da sua sobra. Se seus gastos são quase iguais à sua renda, o piso de 10% pode sugerir um aporte maior do que sobra de fato. Nesse caso, guarde o que for possível — a sugestão é uma referência, não uma exigência.
- Não consideramos rendimento. O tempo estimado até a meta ignora os juros sobre o que você já guardou, então a estimativa é levemente conservadora.
- Não consideramos dívidas. Se você tem dívida de rotativo ou cheque especial, quitá-la provavelmente vale mais que acumular reserva além do mínimo.
Por que publicamos isso
Uma calculadora financeira que não mostra as próprias regras pede confiança sem oferecer nada em troca. Preferimos que você veja a fórmula, entenda o raciocínio e ajuste o resultado ao seu caso — inclusive discordando dele.
O número que o app mostra é um ponto de partida informado, não um veredito. Se o seu contexto pede mais, guarde mais.
Este é um app educativo de finanças pessoais. Ele não é recomendação de investimento nem substitui aconselhamento financeiro profissional.
